segunda-feira, 18 de abril de 2011

Show de virada cultural.

A virada cultural que acontece todo ano em São Paulo, é o evento mais esperado do ano.
Shows e apresentações gratuitas, espalhadas por todo o centro da cidade.
É um momento oportuno para se ver e conhecer pessoas e culturas diferentes.
Andar pelo centro da cidade, à noite e de madrugada, sem se preocupar com violência é um sonho de todo paulistano.
Mas, mesmo com (quase) toda guarda metropolitana espalhada por São Paulo, não é motivo de real “segurança” para nós.
Pessoas bêbadas, drogadas e briguentas, tem em todo lugar. Mas, quando ocorre um evento de tão grande porte como a virada cultural, estas pessoas se sentem no direito de “liberar geral”.
E por isso, temos que redobrar o cuidado.
E em meio há uma multidão de cores, raças e crenças, tomando todo cuidado necessário, para não se envolver em brigas, arrastões e tumultos, ainda é possível ter um divertimento verdadeiro.
Ainda mais se estiver em companhia de pessoas agradáveis.
Em minhas andanças nesta noite de sábado pela cidade (em agradabilíssima companhia), conheci/vi algumas figuras singulares: um bêbado no ônibus querendo voltar para casa e totalmente perdido, outro, drogado, chamado Rudi (assim mesmo, com “i”), que estava tão carente que parou para papear conosco, pediu um cigarro (ei gente, eu não fumo, ta?) e ainda pediu para por o cigarro “na conta” dele (risos), um casal se “pegando” em pleno Vale do Anhangabaú.
Nunca vi tanta gente na minha vida, o centro realmente estava em polvoroso.
Muito calor humano, muitas mãos “leves” (risos) e muito conhecimento para se absorver.
Enfim, show de graça é bom, é divertido, mas encontrar pessoas, beber e ficar de olhos nos gatinhos, isso realmente “não tem preço” (risos).  
 

domingo, 10 de abril de 2011

Eu não te amo

Alguém, em algum momento da sua vida, ouviu um “eu não te amo”?
Se sim, sabe como é doloroso ouvir isso, ainda mais se sair da boca de alguém que você realmente ama. Eu ouvi um “eu não te amo” ontem à noite.
A primeira sensação que eu tive é que me faltava ar e que meus pés estavam em um vazio imenso, pronto para se abrir e me engolir.
Depois veio a garganta seca, o lacrimejar dos olhos e com isso, as não esperadas lágrimas, o choro do coração partido.
Quando se ama alguém, sempre esperamos que este amor seja correspondido,pouco ou muito, ansiamos em ter o objeto de nosso desejo. Aquele que nos faz sorrir, sem motivo aparente, que faz com que nos sintamos com borboletas no estômago...
Realmente fiquei triste, mas de certa forma, foi libertador.
Triste por que eu não esperava ouvir isso, em tão sonoro e bom som. Libertador, por que eu necessitava de um motivo realmente maior, para deixar de sofrer por quem eu amo.
Eu precisava de um “choque”, para voltar a realidade, para tomar o rumo certo da minha vida, e tinha que ser algo grandioso, maior que minha própria vontade, meu sentimento insano de mulher apaixonada e maior e muito mais intenso do que as batidas tresloucadas do meu coração.
Tendo em mãos este motivo tão grandioso, me resta tomar as decisões corretas.
E isso se torna assustador, por que é quando você cai na real e fala para si mesmo: “sua busca não acabou, ele não era para você...”.
E só de pensar em buscar um outro alguém,para amar, e que me ame também,parece algo tão ilógico,que não parece real.
É besteira imaginarmos que só seremos felizes, caso encontremos a outra metade de nós.
A esta altura do campeonato, me pergunto se realmente temos uma outra metade por ai. Será que não somos isso que somos apenas metades?
Uma laranja pela metade, não deixa de ser laranja, um ser humano, sem “metade”, não deixa de ser humano, por que eu sem a outra metade deixaria de ser eu, Vanessa?
Bem, o que quero dizer com isso é que nós podemos ser felizes, independente de sermos laranjas inteiras ou pela metade.
Busquemos esta felicidade, independendo do outro.
E isso nos dará a certeza, de que há buscas que são desnecessárias e que  para sermos felizes, basta sermos nós mesmos.