A minha espera se assemelha há um rio que não tem vida. E que “vive” angustiado por ser tão vasto e não ter um único ser marinho nele.
É meu coração esperando por uma pessoa que realmente dê valor ao meu sentimento, a todos meus adjetivos.
E essa espera é incessante.
Nunca encontro ninguém, nem um peixe sequer, capaz de navegar por esse turbilhão.
Não sei se vivo ou vegeto. Os dois atos se parecem tanto, que eu já não tenho mais certeza.
Como pode meu Deus, um único ser humano ter dentro de si, algo tão grandioso como o amor? Não sou capaz de carregar junto a mim, este fardo, que se torna tão grandioso diante de minhas poucas forças de humana.
Queria poder contar com uma força sobre-humana, mas não posso.
E neste mundo, não há alma viva sequer, capaz de compartilhar comigo o mar de meus sentimentos.
Estou em dúvida sobre minha alma gêmea, será que ela existe? Ou será que é apenas uma invenção para que eu viva nesta busca incessante, por algo inexistente?
Queria tanto ter a resposta para esta minha dúvida.
Mas, eu não a tenho.
Tenho apenas um turbilhão de pensamentos em minha mente, que fervilhão como flashes de luzes, a uma velocidade bem maior do que minha capacidade de absorvê-las.
E fico nesta espera, desejando que alguém o visite e cuide com carinho dele.
Será que vou aguardar muito por isso?
Só o tempo dirá e esse é o meu medo.
