quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Se eu deixar de respirar...eu deixo de te querer?





Depois de tanto tempo, vejo que o que sinto por você ainda é tão forte, que consegue me transportar para perto de você, mesmo sem
que eu queira.
Seu nome sai da minha boca, tão naturalmente como falar uma poesia de Carlos Drummond de Andrade.
Meus sonhos são povoados por tua imagem, sempre perfeita, do tempo em que estivemos juntos.
Ao te ver em meus sonhos, na minha memória tão límpida, apesar do tempo, sempre te desejo com a mesma intensidade do primeiro dia.
Assim como a voracidade do primeiro beijo, que até hoje arde em meus lábios.
Foi tão intenso o que vivemos, que ainda hoje penso em tudo o que ocorreu.
Está tudo tão vívido em minha memória, que parece que te vi não faz nem um dia, pela última vez.
O seu sorriso sempre maroto, alegre, encantador, seu olhar de menino apaixonado pela vida.
Os pequenos detalhes, gestos que vinham de você, eram como estrelas radiantes, que irradiavam alegria para dentro de mim.
Meu amor por você não quer se deixar morrer, continua vivo, lutando contra todas as memórias ruins, as palavras àsperas, as lágrimas dolorosas, sempre trazendo a tona tudo de bom o que tivemos, os risos, os encantamentos, as brigas bobas, os toques suaves, as noites maravilhosas de amor que só você me proporcionou...
E sempre que lembro disso, meu peito dói, dentro dele, meu coração chora, clama por você.
Cada molécula do meu ser clama por você, meu corpo implora o seu, sua presença na minha vida.
E eu me pergunto...será que um dia eu vou aprender a não amar você?
Pois, me parece, que está lição é difícil demais para que eu a aprenda.
Te amo demais. Meu amor por você, ao invés de diminuir, aumenta em proporções assustadoras, cada dia mais, cada vez mais.
As horas se arrastam, não tem sentido nada o que eu digo, nada do que faço, só penso em você.
Esse amor está se tornando minha loucura, meu paraíso e meu inferno pessoal, ambos, lado a lado, me atormentando dia a dia.
Um desejando-te ardentemente, desejando seu toque, seu sorriso, sua presença.
O outro, desejando te esquecer veementemente, mostrando-me o quanto eu estou sofrendo e que nem tudo valhe a pena.
E eu bem no meio desta guerra dos sentimentos. Sem saber qual partido tomar.
Por que, querendo ou não, a escolha que eu fizer, não vai me levar a você.
Em ambos os casos em vou estar longe de você e sem você.
Como pude, deixar que meu coração tomasse conta da situação desta forma? Fazendo de mim uma escrava do que sinto por você?
Te amo demais.
Demais, e muito, muito mais do que pensei ser possível amar um dia alguém.
E me dói, me machuca, saber que hoje, é outra que está contigo, ao seu lado.
Tendo tudo aquilo que era mais precioso para mim.
Sua precença, seus beijos, seu corpo, seu amor, sua atenção...
Te quero de volta.
Como faço para me recuperar desse mal maravilhoso que é te amar?
Sentimento estrondoso, quente como lava de vulcão, tão grande como o infinito e mais doce que a própria vida?

 

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