Quisera eu poder ter coragem suficiente para fazer coisas inimagináveis e extraordinárias.
Pular de um pára-quedas, de uma altura gultural e pensar: "...puxa, eu tive coragem...".
Andar de bicicleta, skate ou patins, cair, machucar o joelho e dizer: "...nossa!!! isso foi demais.".
Poder cantar no ônibus, metrô ou trem, sem me importar com o que os outros passageiros vão pensar de mim.
Dizer "Eu te amo", para quem eu quero, sem ter medo de ser rejeitada.
Eu queria muitas coisas, poder me "libertar" das amarras e correntes invisíveis de medo e angústia que me prendem. Fazer loucuras, xingar mais, elogiar mais, abraçar mais, morder mais(eu gosto de morder, rs).
Ser mais carinhosa, ser mais caridosa, demonstrar mais os meus sentimentos.
Queria ser diferente, mais corajosa, mais mulher, não ter defeitos, ser perfeita, mas assim não sou.
Tenho os meus defeitos, às vezes tenho os meus acessos de loucura, fico mal, quero bater, morder(já disse que eu gosto de morder, rs), mas neste caso com raiva, chorar, eu choro muito, não por que sou mulher, nem por que me considero o sexo frágil, mas, por que chorando, eu sinto lavar a alma, renovar as minhas forças, jogar para fora do meu corpo as energias ruins.
Juro que gostaria muito de agradar a todos, a "Gregos e Troianos", mas, se nem mesmo Deus o conseguiu, imagine eu...uma simples mortal "chatinha".
A única coisa que eu peço, à todos que comigo convivem, que me aceitem desta forma que sou...eu não posso mudar. Posso tentar ser "melhorzinha" por algum tempo, mas eu perderia a minha essência, não seria mais "chatinha", chorona, briguenta, eu não seria mais a Vanessa, Nessa, Van, amiga, filha...eu não mais existiria.
Quero apenas ser aceita da forma que sou...às vezes "Boa", às vezes "Má"(no bom sentido, é claro), eu não sou uma bruxinha má, nem uma chatonilda de galochas.
Eu falo muito, eu falo pouco, sou calada...se eu mudo algo em mim, não serei mais eu, aceitem-me assim, eu peço.
Assim sou, assim, sempre o serei.
= )
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